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Dicas de estudo – parte 1

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sábado, 9 de abril de 2022 - 11:00
Continuando minha saga para ficar menos burro, comprei os livros da Lista Anti-Vagabundagem da Fundação Virtus, indicados pelo Flávio Morgenstern na Formação Senso Incomum, e li o primeiro da ordem sugerida, Como viver com 24 horas por dia.

Por ser um livro fino, de 88 páginas, achei que seria uma leitura fácil, do tipo "faça-isso, faça-aquilo". Ledo engano. O livro é muito mais do que isso, tendo vários aspectos filosóficos interessantíssimos. Entretanto, meus objetivos com essa série de posts são ensinar aos meus filhos que a melhor maneira de viver no pardieiro em que o mundo já se transformou é através dos estudos e ajudar algum desavisado que passe por aqui a estudar melhor. Por isso, vou me ater mesmo às dicas "faça-isso, faça-aquilo" do senhor Enoch Arnold Bennett e do próprio Flávio.

Algumas, senão todas, parecem óbvias, mas para um cérebro como o meu, com a massa cinzenta meio carcomida pelas manchetes da Folha de São Paulo, foram como um bálsamo curador. Vamos a elas:
  • Um dia nunca vai ficar maior que 24 horas (A não ser que o stf queira): Por isso, cabe a nós analisar como gastamos os 1.440 minutos diários e tomar atitudes que visem encontrar tempo livre para o estudo.

  • Tenha consciência de que será difícil: Deve-se ter em mente que uma empreitada dessa magnitude exigirá sacrifícios grandes e incessantes, acarretará desilusões e topará com desencorajamentos de toda sorte ao longo do caminho. Por isso, comece pensando pequeno, comemore cada pequeno resultado.

  • Não se cobre demasiadamente: Essa dica é uma decorrência natural da anterior, mas não menos importante, porque se cobrar em excesso significa se impor metas inalcançáveis a curto prazo, e essa atitude levará a uma desistência, devido a um fracasso precoce. Lentidão e persistência são as palavras-chave da evolução. Entretanto, lentidão não é sinônimo de preguiça. "Fazer devagar" não é "não fazer".

  • Se você der a seu cérebro sono de qualidade, ele não precisa de descanso: A não ser os 5 minutos da técnica Pomodoro (fracionar o estudo em 25 minutos concentrado e 5 minutos de pausa), não há desculpas do tipo "estou mensalmente cansado" para não estudarmos.

  • O tempo de estudo, a princípio, é sagrado: Claro que acontecem imprevistos na vida, ninguém está livre deles. Por isso, se pretende estudar por exemplo uma hora, reserve pelo menos o dobro para lidar com eles.

  • Limite o escopo de seus estudos: Defina um assunto do seu interesse, um autor ou um período específico e restrinja seus esforços a este escopo. Lembre-se: Não se cobre demais! Mantenha seus objetivos alcançáveis!


  • Treine o seu controle mental: Reserve um horário do da, de preferência logo pela manhã, para escolher um assunto do seu interesse e tentar se concentrar só nele por meia hora. Não se desespere com as "escapulidas" da sua mente, pois perseverando, você conseguirá dominá-la em todas as situações. Isto lhe será extremamente valioso, principalmente quando o acúmulo de tarefas, nas mesmas 24 horas, acontecer. E acontecerá!

  • Redes sociais, notícias e celular – controle-os: Elas não nos mantêm informados, apenas entretidos. O mesmo princípio vale para o jornalismo, que é feito para mobilizar as massas, servindo apenas como mero ponto de partida para uma discussão. Se você não controla as redes sociais, elas o controlam, exercendo, inclusive, a curadoria de conteúdo lido por você. Use o celular como despertador, ao acordar e só pegue nele nos intervalos de 5 minutos do Pomodoro.

  • Organize sua vida para encaixar os estudos nela: Liste, delimite e priorize seus interesses de estudo. Subdivida os itens em tarefas necessárias para alcançar os objetivos. Faça isto antes de começar a estudar ou interrompa seus estudos, só os retomando depois dessa tarefa concluída.

  • Refaça periodicamente esta tarefa de ordenamento.

  • Inclua os hobbies na sua agenda: Reservar um tempo para eles ajudará seu cérebro.

  • Aprendizado é sempre ATIVO: Escreva à mão, porque treina mais seu cérebro, por requerer dele mais esforço. Escrever à mão e falar são atividades ativas, enquanto ver e ouvir são atividades passivas. Por este mesmo motivo, anote os resumos do que estiver estudando, seja em livros, vídeos, podcasts, etc.

  • Revise de noite o que estudou de dia: Conceitualize o que foi estudado de manhã, explicando com suas palavras a alguém ou escrevendo o que estudou. O aprendizado só acontece na revisão!

  • Cada minuto de estudo conta: O estudo deve ser obrigatoriamente fracionado. Ter tempo para revisar e estudar em conta-gotas são a mesma coisa!

  • Leia uma gramática da Língua Portuguesa e cuide da gramática ao escrever ou falar.

  • Inclua estudos espirituais/morais na sua vida: Mesmo que você seja ateu, estude coisas que aprimorem outros aspectos da sua vida, além do intelectual.

  • Consuma proteína antes de estudar

  • Escutar podcasts é obrigatório! Procure-os nas redes e aproveite seu trajeto de casa para o trabalho, por exemplo, para escutar um conteúdo que agregue valor aos seus estudos.

  • Siga perfis de estudos nas redes sociais: Senso Incomum, Fundação Virtus e Contra os Acadêmicos são ótimas pedidas!
É isso, por enquanto. À medida que for progredindo, vou acrescentando mais dicas. O post ficou um pouco extenso, mas gastar tempo com ele, na minha avaliação, é sempre melhor que com a Mônica Bergamo...

Um abraço e até sábado que vem!

Fonte: Coelho de Programa

Leia mais sobre: estudos, dicas, flávio morgenstern, senso incomum


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