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terça-feira, 25 de abril de 2017 - 15:07
runner tiredFala, galera! Quase todo mundo que começa a praticar a corrida logo se vê pensando em maneiras de melhorar seu desempenho. Um conceito que está muito na moda hoje em dia é o chamado treinamento mental.

Quando dá certo é ótimo, nos sentimos felizes e realizados, pois foi pra isso que treinamos duro meses a fio. Entretanto, mesmo com o tal do treino mental, tem dias em que a "coisa" simplesmente não acontece.

Posso dizer por experiência própria (como 99% dos corredores): Tinha uma meta de melhorar meu tempo na Golden Four de Brasília de 2015. Uma meta ousada demais, que lançou dúvidas sobre a minha capacidade de tirar seis minutos de um tempo que já estava bom, chegar em cima da hora da largada, tudo isso minou minha confiança ao ponto de me fazer quebrar no km 17!

O que fazer nessa situação? Como se sentir? Será que por causa do resultado aquém do esperado nada valeu a pena? Por causa dele devemos jogar tudo pro alto e ter como esporte jogar milho pros pombos na praça? mrgreen

Pensando nesses dias em que algo não vai como esperamos, o artigo que traduzo hoje, do WomensRunning, dá alguns toques nesse sentido. Acho que ele até faz mais sentido pra vida em geral do que pra corrida especificamente, porque se trata de colocar pensamentos positivos sempre à frente. Um ensinamento valiosíssimo pra mim, um perfeccionista ranzinza que faria o Seu Lunga parecer a Polyana! mrgreen

Então, vamos dar uma lidinha no bicho? Lá no final quero saber quais são as suas estratégias pra quando as coisas não vão como você queria:
Fui para minha corrida com uma mentalidade totalmente diferente. Em vez de me concentrar no que precisava fazer, concentrei-me em aspectos positivos da minha preparação. Com essa mudança mental, bati meu recorde nos 5K e saí com o primeiro lugar feminino.

Assim era como esta história supostamente era para ser.

Ou seja, você implementa uma nova maneira de pensar sobre o seu treinamento e prova e, de repente, o sucesso! Certo?

Dia da prova

Acelerei o caminhão na curva da estrada para Vermont em que eu estava dirigindo. Sempre dirijo um pouco mais rápido quando estou pensando em correr rápido.

Acelerei em outra curva, visualizando a prova na minha mente. Eu competiria contra algumas mulheres realmente rápidas e sabia que persegui-las iria consumir todos os recursos que eu tinha. Correr dando o melhor de si normalmente traz o nosso melhor resultado e eu iria dar tudo o que tinha nesta corrida. No caminho para a montanha onde a corrida seria realizada, concentrei-me no que esta prova iria exigir de mim, preparando-me mentalmente para a dificuldade que estava por vir.

Como eu fazia isso no passado

corredorMinha preparação para a prova sempre envolveu o aprimoramento do que a prova vai exigir de mim e como vou me superar para atender a essas demandas. Até recentemente, eu pensava nisso como a maneira mais eficaz de me preparar mentalmente. Eu visualizaria a corrida e pensaria sobre meu desempenho durante a prova, o que faria quando as coisas ficassem duras, como reagiria para empurrar-me para o meu limite - tudo o que precisava fazer.

Depois de uma conversa recente com o psicólogo esportivo Evie Serventi, descobri que estava operando como um atleta "baseado em demandas". Eu abordo cada prova com a mentalidade do que eu "precisava" fazer e o processo de colocar demandas baseadas em necessidades criou sobre mim uma pressão enorme. Mesmo que eu pensasse que estava me preparando para o dia da prova, estava na verdade me preparando para uma série de obstáculos mentais durante a prova. Porque se eu não fizesse as coisas que me preparava mentalmente para fazer, de repente ficaria cheia de dúvidas e desânimo.

Isso foi exatamente o que aconteceu comigo naquela manhã fria de Vermont. Enquanto corria ao longo do lado da montanha, perdi o pelotão de mulheres que lideravam a prova de vista e senti de repente como se não estivesse dando tudo de mim. Eu não tinha atendido minha demanda pré-prova de ficar no bloco de liderança e minha mente foi inundada com a dúvida, fazendo-me diminuir o ritmo.

Uma nova abordagem

Na minha conversa com Serventi, ela sugeriu aproximar-me de cada prova como uma atleta "baseada em recursos". Em vez de me concentrar nas exigências da prova, ela sugeriu que recordasse todos os aspectos da minha preparação que me dariam suporte durante a prova (por exemplo, pensando no treinamento que fiz ou na maneira como alimentei o corpo otimamente antes da prova com um bom café da manhã). Estava animada para dar uma chance a essa nova mentalidade e meu "plano mental de prova" para que meus 5K parecessem bastante diferentes da minha abordagem habitual. Na manhã da prova e durante meu aquecimento, concentrei-me em coisas que sabia que eram verdadeiras: meu treinamento consistente durante o inverno, meu delicioso café da manhã e o fato de que eu estaria solta e pronta desde o aquecimento. Teria sido fácil que meu foco mudasse para os ventos fortes, o percurso montanhoso ou o fato de que eu não tinha ideia do que esperar em termos de tempo de chegada. Durante a prova, meu plano era focar três palavras cada uma inspirada pelos meus três filhos: atrevida, resistente e amorosa.

Nos primeiros quatrocentos metros da prova ficou claro que não era meu dia e que eu tinha superestimado grosseiramente o nível da aptidão com que concluí o treinamento do inverno. Dúvida e negatividade vieram rapidamente se chegando a mim junto com o vento forte. "Lembre-se das palavras", disse a mim mesma e empurrei-me em frente. Repeti o mantra a cada quilômetro, tentando afastar da minha mente pensamentos negativos, desculpas e explicações para meu mau desempenho. Apesar da minha mentalidade positiva, cruzei a linha de chegada decepcionada, pois eu não corria lento assim em três anos. Foi uma pílula difícil para o meu orgulho para engolir.

Mais tarde, quando sentei-me no carro processando a prova, percebi que não poderia ter dado mais esforço. Corri o mais forte que poderia correr naquele dia. Tive uma visão positiva durante toda a prova e tudo sobre o dia e a prova tinha sido agradável. Foi apenas o tempo de chegada que me deixou insatisfeita.

Lições aprendidas

Percebi que estava olhando para os resultados da minha prova como uma atleta baseado em demandas. Apesar de minha perspectiva positiva e mantras, ainda estava quantificando os resultados da minha corrida pelo que eu achava que eu precisava correr para provar a mim mesmo que eu estava "em forma". Um atleta baseado em recursos iria quantificar o desempenho não pelo tempo, mas pelo esforço no momento. Na minha próxima prova estou mirando eliminar as "demandas" que coloco no resultado e espero que no processo elimine a decepção e insatisfação que às vezes sinto. Mudar nossa perspectiva de desempenho é importante, mas não podemos negligenciar a mudar a maneira em que nós olhamos nossos resultados também.

Fonte: Coelho de Programa (tradução)

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