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Como ultrapassar um platô na sua corrida
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019 - 08:15
tired runnerPreso em uma rotina, em queda, parado, ou como você quiser chamar, todos os corredores afinal chegam a um período de seu treinamento em que seu progresso se estabiliza. "Os platôs são inevitáveis e fazem parte do processo de treinamento", diz Jeffrey L. Brown, professor clínico assistente do departamento de psiquiatria da Harvard Medical School e coautor do livro The Runner's Brain. Isso porque é impossível uma carreira atlética melhorar em uma trajetória reta. Ao longo da vida útil dela, existem picos e vales naturais. E linhas planas no meio.

Os platôs têm má reputação, mas nem sempre são prejudiciais. Quando você está enfrentando um período exigente no trabalho ou experimentando uma grande mudança na vida, como mudar-se ou aumentar a família, por que não deixar alegremente o seu treinamento em ponto morto? Se você não tiver tempo extra para longas corridas ou energia para os treinos de velocidade, manter sua corrida no modo status quo pode impedir que você se exceda. "Um platô raramente é permanente e não o define como corredor. Isso apenas indica o que está acontecendo com seu treinamento - e talvez com sua vida - em um determinado momento", diz Brown.

Claro, às vezes um platô não é uma pausa bem-vinda. Se você realmente deseja enfrentar uma nova distância, estabelecer um recorde pessoal ou perder alguns quilos, a luta para avançar em direção a esse objetivo pode ser frustrante. Brown diz que, salvo doenças ou lesões, as duas principais causas físicas de interrupção do progresso, uma barreira psicológica pode estar no seu caminho. Aqui estão algumas maneiras pelas quais seu cérebro pode impedir seu progresso e como reverter.

Você está em overtraining

Claro, o overtraining é uma condição física, mas também pode ser mental. Isso pode acontecer quando sua cabeça está com o pensamento fixo em corrida. Suponha, por exemplo, que você fique tão fixado em uma meta de corrida que, quando não estiver correndo, estará alongando, recuperando-se no gelo, fazendo liberação miofascial com um foam roller, misturando shakes de recuperação, traçando gráficos de quilometragem, twittando sobre suas corridas e traçando novas rotas. "A mente precisa de tempo de inatividade da corrida, assim como o corpo. É difícil sustentar esse nível de motivação por muito tempo. Quando sua vida gira em torno da corrida, você corre o risco de esgotamento", diz Chris Janzen, treinador de condicionamento mental e fundador do site TriathleteMind.com.

Como reverter: Especialistas prescrevem descanso e recuperação a atletas em overtraining. Dê um passo atrás e imponha-se um período sabático na corrida (e análise de gráficos e redes sociais de corrida) por alguns dias. "Quando você retomar o treinamento, tente manter a perspectiva e lembre-se de que correr é apenas um elemento da sua vida", diz Brown. Faça, pelo menos uma vez por semana, treinos que você não mensura nem monitora. Faça uma corrida divertida ou cross-training) e ligue-se em outros interesses. Publique atualizações de mídia social que não detalham seus treinos e saia com amigos que não sabem quanto tempo dura uma maratona e têm zero interesse em suas parciais. "Você será um corredor melhor por isso. Você se sentirá revigorado e terá mais energia mental para colocar em prática na sua corrida", diz Janzen.

Você está sobrecarregado

Todo mundo tem um limite para o que é mentalmente administrável e, quando sua cabeça fica sobrecarregada com muitas tarefas, tais como equilibrar uma carreira em ritmo acelerado, acompanhar as crianças, preocupar-se com um parente doente, você pode atingir o ponto de inflexão. A sobrecarga geralmente leva à inércia: paralisado e com muito com que lidar, você acaba travando. Janzen diz para pensar em sua vida em termos de unidades de energia: se você tem, digamos, 100 unidades por dia, onde são gastas? Um prazo apertado no trabalho ou preocupações financeiras podem gastar uma porcentagem muito alta dessas 100 unidades, deixando-o com apenas o suficiente para fazer 5 km e sem nada para enfrentar repetições em subidas.

Como reverter: Esteja atento ao seu ponto de inflexão, diz Janzen. Por exemplo, se o verão é a época com agenda menos flexível do ano, não se inscreva em uma maratona de outono que exigirá um grande tempo e comprometimento energético durante a estação movimentada. Escolha uma época do ano mais gerenciável para um treinamento exigente ou reduza sua meta e opte por uma meia-maratona. Se você já está no meio do treinamento e se sente mais sobrecarregado do que motivado pelo seu objetivo, divida as tarefas do treinamento em tarefas menores. Concentre sua energia mental apenas nos treinos de amanhã. "Passe alguns minutos pensando nisso: o que você vai vestir, quando vai fazer, onde vai fazer. Ser inovador e tomar decisões sobre esses pequenos detalhes fornecerá um plano de ação, o que ajudará você a se sentir no controle e menos sobrecarregado", diz Janzen.

Você está super focado

Os corredores são, por natureza, dedicados, ambiciosos e orientados a resultados. Mas quando você tem uma definição restrita de sucesso (O Qualify para Boston ou a ruína!), você corre o risco de não atingir esse objetivo, o que pode provocar sentimentos de insegurança e inutilidade e interferir no objetivo final de ter uma vida saudável e feliz. "Ficar obsessivamente focado em apenas um objetivo pode sair pela culatra e destruir sua motivação", diz Janzen. Mesmo se você tiver sucesso e, por exemplo, se qualificar para Boston, e isso for o que te moveu por meses ou anos, você corre o risco de sofrer uma decepção depois que Boston terminar, se você não tiver outro motivo significativo para correr.

Como reverter: Não coloque todos os ovos em uma só cesta. Tenha vários objetivos de diferentes graus de atingibilidade. Dessa forma, se você perder seu objetivo mais ambicioso, terá outros objetivos mais viáveis ainda ao seu alcance. Desenvolva metas de processo, não apenas metas de resultado. Em vez de se concentrar apenas na definição de um recorde pessoal, você pode ter como objetivo não diminuir a velocidade nos quilômetros finais de um longão ou manter a parte superior do corpo alta nas subidas. Esses tipos de objetivos podem ser mais fáceis de serem focados e alcançados, o que lhe dará pequenos pedaços de sucesso. Além disso, embora as metas de resultados sejam importantes, elas não devem ser a única razão pela qual você corre, diz Brown. Se você não tem um ótimo treino ou prova, lembre-se de todas as coisas positivas que a corrida oferece: melhor saúde, alívio do estresse, oportunidade de experimentar a natureza, relacionar-se com parceiros de corrida.
Traduzido do site RunnersWorld.com

Fonte: RunnersWorld.com (traduzido por CoelhoDePrograma)

Leia mais sobre: platô, overtraining

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