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O quão difíceis devem seus treinos difíceis?



segunda-feira, 22 de abril de 2019 - 07:41
runner tiredQuando competia no ensino médio, meus companheiros de equipe já sabiam do costume: mantenha sempre uma lixeira nas proximidades. Não importava se era uma corrida pequena ou um treino pesado. Havia grandes probabilidades de eu vomitar depois. Simplesmente ocorria, independentemente de quaisquer modificações na minha dieta ou hábitos de consumo. Quando adolescente, justificava o comportamento dizendo a mim mesmo que isso significava que eu era capaz de ir ao extremo o tempo todo, o que provavelmente era apenas uma pequena parte da verdade. Agora, olhando para trás como treinador, chego à questão de quão difícil deve ser o treino? Não estou falando da diferença entre uma corrida de recuperação e uma repetição de quilômetro, mas o quão difícil deve ser aquele quilômetro ou repetição de 400m? É claro que nas provas devemos ir o mais fundo possível, mas em um treino difícil precisamos ir tão longe?

A resposta pode vir de um canto surpreendente do mundo da pesquisa. Em nossa busca pela felicidade, as pessoas sempre assumem que os principais eventos da vida, como ganhar na loteria ou uma morte na família, afetarão sua felicidade geral com o maior efeito a longo prazo. No entanto, um recente estudo de pesquisa intitulado "Como os atos pequenos versus os grandes criam mais felicidade" descobriu que atos pequenos, como simplesmente tentar fazer alguém sorrir, aumentam a felicidade subsequente mais do que tentar fazer mudanças maiores.

O que se aprofundar na busca pela felicidade tem a ver com a adaptação aos treinos? Na minha opinião, a mudança de comportamento e adaptação ao estresse são semelhantes, independentemente de ser física ou mental. No meu próprio treinamento, uso esse princípio para decidir como tentamos nos desafiar em treinos mais difíceis.


O livro Antifragile, de Nassim Taleb, introduz o conceito de Barbell Strategy de investimento. De um lado da barra há baixo risco e itens de recompensa de baixo valor. Do outro lado, alto risco e alto valor de recompensa. O que ele quer dizer é que devemos passar a maior parte do nosso tempo em ambos os extremos, onde o peso estaria em um lado da barra, e ficar longe do meio onde está o risco médio e o trabalho de recompensa média. Ao decidir a dificuldade do treino, o princípio também se aplica.

No meu próprio treinamento, o que fazemos é executar 80 a 90% de nossos treinos no lado de baixo risco e baixa recompensa da barra, com treinos que são desafiadores, mas que o atleta é capaz de realizar regularmente sem o risco de "quebrar". Esses são nossos modificadores comportamentais seguros, consistentes e pequenos, como na pesquisa da felicidade. Nos outros 10 a 20% do tempo, em que estamos fazendo um treino pesado, fazemos o que eu chamaria de um modificador de perspectiva, ou como meus atletas se referem como "os dias de ver Deus". Durante esses treinos, queremos ir tão fundo como podemos e se falharmos está tudo bem. Tudo se trata de ver como nossos limites estão empurrando nossa perspectiva do que é difícil.

A beleza deste sistema é que obtemos o melhor dos dois mundos, pois permite uma adaptação sustentável a longo prazo sem o risco do esgotamento se tornar extremo nos treinos semana após semana. Além disso, misturando os dois extremos, o que acontece é que os treinos com estresse moderadamente pequeno nos permitem solidificar algumas das perspectivas ao mudarmos os treinos. Da próxima vez que você fizer um treino, mantenha essa estratégia de barra em mente e você terá mais chances de ver melhorias consistentes e gerenciáveis ao longo do tempo.
Traduzido do site ScienceOfRunning.com

Fonte: ScienceOfRunning (traduzido por CoelhoDePrograma)

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