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Treinar para uma maratona pode trazer benefícios ao coração
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020 - 08:32
runner heartUm novo estudo realizado pela primeira vez em corredores da maratona de Londres descobriu que seu programa de treinamento básico produziu importantes benefícios para a saúde. Depois de quatro meses, os corredores apresentaram menor pressão arterial e maior flexibilidade em suas artérias cardíacas.

Os pesquisadores acreditam que os indivíduos haviam regredido sua "idade vascular" em quatro anos. Isso não é o mesmo que dizer que eles viveriam mais quatro anos, mas é um bom empurrão nessa direção.

O estudo, "O treinamento para uma primeira maratona reverte o enrijecimento da aorta relacionado à idade", foi publicado em 5 de janeiro pelo Journal of the American College of Cardiology. Os pesquisadores vieram de várias instituições acadêmicas e médicas em Londres. "Nosso estudo mostra que é possível reverter as consequências do envelhecimento nos vasos sanguíneos com exercícios do mundo real em apenas seis meses", disse a autora sênior Charlotte Manisty, da University College London.

Rigidez vascular é o endurecimento normal das artérias que aumenta com a idade. Frequentemente é acelerada naqueles com dietas ruins, baixa aptidão física e obesidade. Antigamente era irreversível, explica o cardiologista da Filadélfia Julio A. Chirinos, em um editorial anexo, "The Run Against Arterial Ageing."

Regredindo o enrijecimento arterial

No entanto, pesquisas emergentes, como o novo artigo, estão descobrindo que o treinamento com exercícios aeróbicos pode de fato reverter o enrijecimento da artéria. Nenhuma abordagem farmacológica conhecida tem o mesmo efeito.

Os pesquisadores de Londres investigaram 138 participantes da maratona de Londres que eram saudáveis de coração e nunca haviam corrido uma maratona. Eles tinham uma idade média de 37 anos e 51% eram do sexo feminino. Eles foram submetidos a testes fisiológicos e ressonância magnética cardíaca seis meses antes da maratona e duas semanas depois.

Durante esse período, a pressão arterial sistólica e diastólica dos corredores caiu em média três ou quatro pontos, e sua flexibilidade cardíaca aumentou de nove a 16%, em média, nas principais artérias cardíacas. Eles também tinham pesos, percentuais de gordura e batimentos cardíacos em repouso ligeiramente inferiores, bem como VO2 máximo aumentado. É importante ressaltar que a equipe de pesquisa concluiu: "Maior rejuvenescimento foi observado em indivíduos mais velhos e mais lentos".

Os homens pesquisados terminaram Londres em um tempo médio de 4:30 e as mulheres em um tempo médio de 5:24. Essas marcas foram aproximadamente 30 minutos mais lentas do que o tempo médio geral de chegada em Londres.

Treinamento moderado

O programa de treinamento moderado seguido pelos participantes constituiu uma parte crucial do estudo. Os pesquisadores queriam evitar estratégias de alto investimento de tempo e dinheiro, como personal training e programas administrados por hospitais. Provavelmente, aqueles teriam funcionado, mas não podem ser evoluídos para medidas de saúde pública por causa da administração e das despesas envolvidas.

Na verdade, os pesquisadores não supervisionaram ou monitoraram o treinamento dos sujeitos. Eles estavam mais interessados nos resultados do mundo real. Eles simplesmente indicaram o "Plano do Corredor Iniciante" da maratona de Londres e depois deixaram os participantes por conta própria.

No estudo publicado, os pesquisadores dizem que acreditam que seus pacientes correram três vezes por semana, durante 17 semanas, uma média de 10 a 20 quilômetros por semana. Talvez o atual Plano para Iniciantes no site Virgin Money London Marathon seja também interessante e um pouco mais difícil que isso.

Ele recomenda 16 semanas de aumento gradual dos esforços de três dias por semana, que misturam dias de caminhada e corrida com dias de corrida em ritmo constante. A semana de pico, semana 13, inclui duas corridas de 50 minutos e uma mistura de corrida e caminhada de 3:30 (7 repetições de 28 minutos de corrida e 2 minutos de caminhada). Provavelmente isso equivale a quase 48 quilômetros por semana.

De qualquer forma, parece que todos os 138 participantes do estudo completaram a distância. Outros 52 desistiram com lesões antes de chegarem ao dia da maratona.

Nunca é tarde demais para ficar mais jovem

"Este estudo enfatiza a importância do estilo de vida para modificar o processo de envelhecimento, principalmente porque parece que 'nunca é tarde' para obter o benefício", escreveram os pesquisadores. Além disso, eles ficaram impressionados com o fato de que um programa inicial de treinamento para maratona pudesse oferecer benefícios claros "do comportamento nos treinos da vida real, que as pessoas desfrutam e podem continuar se motivadas e livres de lesões".

Em seu editorial, Julio Chirinos observou "A imensa lacuna paradoxal entre o crescente corpo de evidências científicas demonstrando os benefícios do exercício e a crescente epidemia de inatividade física nos EUA". Contra essa onda de obesidade e doenças crônicas, "Corredores de longa distância contemporâneos representam uma oportunidade notável e amplamente inexplorada de colaboração científica."

Na conclusão, Chirinos pareceu-se um pouco com Ponce de Leon. "A fonte da juventude pode estar mais próxima do que pensávamos. É melhor corrermos", escreveu ele.
Traduzido do site PodiumRunner.com

Fonte: PodiumRunner.com (traduzido por CoelhoDePrograma)

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