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Tinha tudo pra dar errado... Mas não deu!



segunda-feira, 15 de julho de 2013 - 14:06
Thiago e euO Circuito Brasília tinha tudo pra ser uma prova comum (quem diria que um dia as provas de 10km ficariam comuns pra mim! mrgreen) Percurso relativamente tranquilo, promessa de pouca gente, sem aquela necessidade de ficar driblando gente que anda com 200 metros de prova. Mas devido a alguns acontecimentos ela acabou sendo uma prova marcante pra mim!

Cheguei na tenda da Next e tudo certo: Chip amarrado no cadarço, conversa com a galera, aquele friozinho na barriga, beleza!

E eis que chega o meu xará Marcelo Almeida que me informa que o meu kit na verdade é o dele. Fomos dar uma olhada no kit e tava lá: Marcelo Almeida. Imediatamente eu penso: “Bom, voltar pra casa agora eu num vou. Vou de pipoca, paciência!”

Só que como diria Seu Creysson, “E não é só Wilson”! Quando vou pegar o iPod pra ligar, o bicho tá sem um pingo de energia. Aí eu começo a me irritar: “Poutz, que mais me falta acontecer?” Quem não me conhece muito bem e olha minha cara de sonso, acha que eu não me irrito com nada, mas quem lida comigo de perto sabe como eu sou quando fico assim, hehehehe.

“Então vamos sem música hoje, né? Mas vamos!”, eu pensei. Já ia me dirigindo pra largada quando ouço o Arnaldo, um dos instrutores da Next me chamar: “Peraí, Marcelão, que eu vou te arrumar um kit”. Era justamente o da esposa do meu xará, que tinha se lesionado de última hora e infelizmente não ia poder comparecer. Voltei à tenda, coloquei o chip, pendurei o número de peito e ouvi o som da sirene da largada. Como eu sempre largo nos últimos lugares, nem me importei muito com isso. Aí encontrei o Thiago, um dos coaches da Next (tem diferença entre “coach” e “técnico” e eu num sabia!): “Marcelão hoje vamos correr juntos, ok? Qual o seu melhor tempo nos 10 km?” “56 e pouco”, respondi eu. “Então hoje vamos pra 55, ok?” Bateu aquela insegurança: “Pô, o cara é acostumado a correr com as feras da Next. Eu vou dar conta?”. Mas como procuro ser racional nessas horas, imediatamente pensei: “Bom, se o cara tá me chamando, é porque deve achar que eu dou conta”. “Vamos lá!”, respondi.

Atravessamos a linha de largada e o “doido” vira-se pra mim e diz: “Bom, no primeiro kilômetro, 5:30 de pace (pra quem não sabe, pace é o tempo que você demora para percorrer um quilômetro, medido em minutos:segundos) pra esquentar”. Lá vem a insegurança de novo: “Pô, meu tornozelo vai chiar? Eu vou dar conta? E no final da prova, vou chegar mortinho?”. Acaba o primeiro kilômetro e o Thiago se vira pra mim e diz: “Ficamos devendo onze segundos”. E eu pensei: “E vamos dever ainda muitos mais, porque eu não vou dar conta!”, mas não falei nada. E foi aí que inexplicavelmente tudo mudou.

Não sei se com outros corredores acontece isso, mas pra mim os primeiros km são os menos agradáveis. É quando eu geralmente me pergunto o que estou fazendo ali, resposta que eu sempre acho no final.

O tornozelo se comportou bravamente (namastê, Meir Scheider) e isso foi me devolvendo a auto-confiança: “Bom, vamos ver até onde eu aguento essa doideira!”. O Thiago foi conversando comigo o tempo todo, o que foi bem legal, pois me tirou um pouco o foco do esforço (fazendo o papel que o iPod faz pra mim): “Agora, aqui tem uma subidinha! Ali a placa de x quilômetros!”. Melhor do que conversar, foi me dando várias dicas de coisas que até então eu não tinha percebido: “Marcelão, levanta a cabeça! De cabeça baixa entra menos ar nos pulmões!”. Sabe-se lá por que cargas d´água eu tenho uma mania de olhar para os tênis quando estou correndo, talvez pra ver como estão as passadas, talvez pra ver se as pernas ainda estão lá, hehehehe. Até aula de como morder o copo de água ao invés de tentar abri-lo (e tomar aquele banho) eu ganhei, hehehehe.

De repente, ele fez um comentário que me encheu de orgulho: “Parabéns, Marcelão, pace de 99:99 (nem lembro de quanto) tá excelente mesmo! É o meu pace normal de corrida”. Tudo bem que era o “normal” dele comparado ao meu “quase vomitando”, mas chegar perto do nível de um cara que é instrutor de assessoria me deu uma ótima sensação de que eu estou no caminho certo, além de confiança pra vencer os últimos km, que ainda por cima eram de subida.

Depois de mais uns três(zentos) “Bora, Marcelão, tá acabando!” e de uma aula de como sair bem na foto (“Marcelão, deixa pra parar o Garmin uns metros depois pra não sair de cabeça abaixada e sair bonito na foto, hehehehe”), finalmente a chegada!

Quando chegamos, a surpresa: “Marcelão, lembra que eu tinha estipulado uma meta de 55? Pois bem, você fez em 52 e pouco. Parabéns!”. Só quem gosta de “moer as canelas” sabe o que representa essa sensação de vencer um obstáculo que você mesmo julgava intransponível pelo menos a curto prazo! Aliás, minto. É como você passar num concurso difícil ou realizar um projeto que todos julgavam impossível. E eu, como todo bom aquariano, gosto muito dessas coisas, hehehehe.

Por fim, meu agradecimento ao Thiago, que provou que mais que um bom instrutor de corrida, é também um excelente “coach” (que tem papel mais de motivação do atleta do que propriamente um técnico).

E eu, que comecei a corrida maldizendo o problema na inscrição e a falta de energia do iPod, acabei tendo mais uma aula de como as coisas nunca são por acaso!

Abaixo o resumo da prova!

Circuito Brasíila

Fonte: Coelho de Programa

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