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Combata a paranoia do polimento para sua próxima maratona
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019 - 09:26
runner taperingPesquisar a difícil tarefa de fazer com sucesso um polimento para uma maratona pode deixar os corredores com uma sensação opressiva de desgraça. Até a pesquisa mais superficial do termo na web revela uma narrativa tão negativa que pode assustar corredores experientes e novatos. Mas a redução gradual da carga antes da competição é projetada para reabastecer as reservas de energia.

Se você está com receio, talvez o conceito precise de uma reinicialização.

"Parei de chamar esse bloco final de treinamento de polimento e agora me refiro a ele como o estágio de pico", diz a campeã mundial dos 50 km Aly Dixon. "Você está se melhorando. Toda a conversa nas mídias sociais e podcasts é sobre maranoia [paranoia da maratona] e o temido funil. Isso começa a trazer conotações negativas quando você deveria estar se sentindo positivo. A parte mais difícil de correr a maratona é receber o treinamento e tornar a linha de partida adequada e saudável."

Dixon fez 2:35 em Boston este ano, tem um recorde pessoal de 2:29 e competiu pela Grã-Bretanha nas Olimpíadas do Rio de 2016. Ao longo dos anos, ela refinou seu processo de tentativa e erro e, como treinadora, viu outras pessoas acertarem e errarem em suas estratégias.

O renomado técnico norte-americano Greg McMillan adota uma visão semelhante a Dixon ao conceber o polimento. Ambos defendem uma nova conceituação para evitar um ciclo de feedback negativo, no qual os corredores provavelmente esperam sofrer 'a neura do polimento' e podem até acabar pirando ao tentar não pirar.

Não importa o nome

Brad Hudson, treinador de elite de Boulder, tem uma visão um pouco diferente: ele divide seus blocos de treinamento em fases introdutórias, fundamentais e de pico, mas ainda confia no vocabulário tradicional pouco antes do dia da corrida.

"Escrevo as palavras 'polimento gradual' nas planilhas dos meus atletas. Ainda chamo de polimento, porque a maioria deles, principalmente pelo lado mental, realmente precisa diminuir", diz ele.

Reduzir o volume, mas não a intensidade ou a regularidade, nas últimas semanas de seu treinamento, após se esforçar no segmento de carga de trabalho mais pesado, é a abordagem comumente aceita, mas não há uma duração ou rigor definitivamente melhores nos cortes do polimento. Embora a ciência tenha estudado os métodos mais bem-sucedidos, tentativa e erro é a única maneira infalível de fazer o que é certo para você.

O polimento existe há muito tempo no esporte de resistência, mas o primeiro estudo acadêmico amplamente reconhecido sobre seus efeitos não foi publicado até 1985, quando David Costill, da Universidade Estadual de Ball, Indiana, liderou uma equipe que estudou o que funcionava para nadadores. Quase 20 anos depois, a divisão de treinamento e ciência esportiva do USOC produziu um artigo sobre a estratégia de treinamento para atletas de resistência que, após fazer suas recomendações, concluiu: "Lembre-se de que a redução gradual é uma arte e também uma ciência". Pesquisas relataram que os desempenhos dos atletas eram entre 0,5% e 6% melhores após um polimento do que antes, com melhorias de aproximadamente 3% na norma, mas tinham amplos intervalos na redução ideal de volume (até 60 a 90%) e na duração do polimento (entre 4 e mais de 28 dias).

"É só prepará-los para correr. Algumas pessoas se sentem melhor quando estão cheias de energia, mas há quem goste de estar treinando duro. É o polimento de um indivíduo para sua prova exata. Você precisa de alguma redução para aumentar suas reservas de glicogênio, mas muito disso é mental", diz Hudson.

Placebo ou Nocebo?

Hudson diz que pode haver um efeito placebo para os maratonistas que acreditam fortemente nos benefícios de uma redução no volume de treinamento, mas a narrativa atual parece mais provável de produzir o efeito oposto no desempenho, um nocebo.

"O polimento tem tamanha associação negativa agora que se tornou um problema psicológico", diz Nicole Detling, uma corredora recreativa e treinadora de desempenho mental baseada em Utah para atletas de elite.

"Provavelmente estamos em um momento em que precisamos mudar as coisas e, quanto melhor pudermos nos educar sobre como isso ajuda as pessoas no evento em que desejam atingir o pico, melhor será".

Quem se prepara para correr uma maratona torna-se uma criatura de hábitos, simplesmente pela natureza do treinamento envolvido. Quando os padrões de atividade que foram estabelecidos ao longo de vários meses são interrompidos, é provável que isso confunda algumas pessoas.

Ter que fazer menos do que amamos - correr - também provavelmente predispõe alguns à negatividade, por isso é importante estar seguro das razões para fazê-lo.

"Tive atletas chorando por causa da diminuição e outros que ficaram com raiva disso, do seu treinador ou do programa. Tenho pelo menos uma conversa a cada duas semanas com alguém que está dando uma birra desse tipo", diz Detling.

"Talvez haja algum valor em mudar o título, para que isso abra a porta para uma melhor compreensão de como isso afeta seu corpo. Mas mesmo com isso, ainda acho que os atletas vão ter dificuldades, por causa da noção de que mais é mais, e não menos é mais."

Mente e corpo

Detling emprega uma estratégia WIN [NT: WIN: What´s Important Now?] com muitos de seus atletas: fazer com que eles retornem regularmente à pergunta "O que é importante agora?"

No contexto de um período de polimento, a recuperação e o relaxamento serão WIN, pois seu corpo poderá se adaptar ao treinamento intenso recente e seus níveis de energia subirão, fortalecendo as bases para você atingir o pico no dia da prova.

Encontrar o campo mental certo é claramente importante. Mesmo um dos principais estudos sobre redução gradual, que mediu melhorias fisiológicas, admitiu que "fatores psicológicos e motivacionais" também fizeram contribuições "primordiais" para o aumento do desempenho dos atletas. Menor percepção de esforço e melhorias no humor e na qualidade do sono foram todos listados como benefícios da redução gradual, e o resultado pode ser maior que a soma de suas partes.

"Está claro que há coisas que estão acontecendo fisiologicamente que podem ter um impacto no aspecto psicológico do atleta. Não somos uma máquina do pescoço para baixo e uma máquina diferente do pescoço para cima. Mas entrar no cenário esperando que as coisas mudem diariamente não é realista: é um processo lento.", diz Inigo Mujika, professor associado da Universidade do País Basco e autor de Tapering and Peaking for Optimal Performance

Sobrecarga - ou aumentar os limites - ocorre no período de treinamento diretamente antes da redução gradual nos programas de maratona de muitos atletas. Você normalmente atinge a maior quilometragem e faz os treinos mais difíceis no final do processo. Essa pode ser outra explicação para percepções negativas do que deveria ser a peça final do quebra-cabeça do treinamento. Foi demonstrado que lidar com o estresse de um treinamento intenso leva a "distúrbios significativos nos perfis de humor" e, com o dia da prova se aproximando, a ansiedade antes da competição também pode estar em jogo se você ainda se sentir cansado quando acha que deveria estar quicando de energia.

"Se sua expectativa está alta demais e você não entendeu isto, essa pode ser uma das razões pelas quais um atleta pode se sentir mal. Mas isso pode acontecer a qualquer dia do seu programa de treinamento", acrescenta Mujika.

Mujika não tem paciência para brincar com os termos e ressalta a diferença entre a estratégia de redução gradual e o objetivo de atingir um pico no nível de aptidão e desempenho.

"Um polimento é uma redução progressiva da carga de treinamento antes da competição. Você não chama isso de outra coisa, a menos que esteja fazendo outra coisa", diz ele.

Na ciência, brincar com definições de conceitos aceitos pode muito bem ser uma heresia, mas está claro que as associações populares com o polimento gradual para o corredor comum precisam mudar.

Provavelmente, não importa se você faz isso chamando de outra coisa, lembre-se dos benefícios do polimento ou reconheça e aceite as pressões e emoções que acompanham o treinamento duro e uma prova iminente. Garanta que você abrace em vez de temer o processo.
Traduzido do site PodiumRunner.com

Fonte: PodiumRunner.com (traduzido por CoelhoDePrograma)

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