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Meb Keflezighi e o segredo do sucesso na maratona
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segunda-feira, 15 de julho de 2019 - 12:08
meb keflezighiQuando Meb Keflezighi terminou sua primeira maratona em Nova York em 2002, seu primeiro pensamento foi o mesmo que os maratonistas de primeira viagem têm: "Não quero mais fazer isso de novo."

Também como a maioria dos maratonistas de primeira viagem, ele se viu na linha de largada de outra maratona (Chicago) menos de um ano depois. E outra, e outra, até finalmente ter corrido 26 maratonas em 15 anos, ganhando Nova York, Boston e uma medalha de prata olímpica ao longo do caminho.

Logo cedo, durante este empreendimento, Keflezighi diz que "decidiu ser um estudante do esporte". Ele aplicaria o que aprendeu em cada prova às provas futuras, o que consequentemente lhe permitiu estimar a preparação física e a fortaleza mental necessárias para se tornar um dos melhores maratonistas do mundo - e quatro vezes olímpico.

Keflezighi enfatiza a importância da sua educação para aprender o valor da preparação. Keflezighi era um refugiado da Eritreia e mudou-se para os Estados Unidos com seus pais e irmãos em 1987. "Meus pais me ensinaram que a chave da vida é a educação, a chave para a vida é a preparação. Não sou o cara mais talentoso, mas tento trabalhar duro e fazer as coisas da maneira certa.", diz ele.

O que isso significa na corrida? Keflezighi não depende de talento ou sorte, mas confia em seu treinamento. Como exemplo, ele diz que se alguém lhe pedisse para correr uma meia maratona no ritmo de três minutos agora, ele sofreria. Mas daqui a um mês ou dois? Pode vir. "Acredito no processo, acredito no treinamento", diz ele. Ele sabe exatamente o tipo de exercícios - intervalos, tempo-runs, longões, acelerações - necessários para ter sucesso em uma certa distância e ritmo e sabe que não pode ter sucesso sem seguir diligentemente o processo.

"Todos nós temos que nutrir esse corpo que temos. Se treinar consistentemente, terei bons resultados.". Esses resultados são previsíveis e consistentes. Keflezighi completou 19 de suas 26 maratonas entre 2:08 e 2:14 e 8 delas entre 2:09 e 2:10. "Sou a mesma pessoa, então não espero ficar fora da curva se fizer o processo corretamente.", diz ele.

A consistência também é necessária na nutrição. Além de encontrar alimentos que funcionavam para ele, Keflezighi se pesava quase todos os dias quando estava competindo. "Eu levava a balança comigo quando viajava. A eficiência é importante e eu sabia o que eu tinha que pesar para ser eficiente.", lembra ele.

Esse peso de corrida é de 55 quilos para um Keflezighi de 1,65 m. Ele diz que pesava isso mesmo nas Olimpíadas do Rio, apesar de brincar com sua esposa que, devido ao fato da prova no Rio ser como férias em família, ele iria ganhar 22 quilos e aparecer na linha de largada parecendo um Stay Puft Marshmallow Man junto aos melhores maratonistas do mundo.

Keflezighi se aposentou da corrida competitiva em 2017, depois de correr na maratona de Nova York pela décima primeira vez. Ele agora trabalha em tempo integral como embaixador para seus patrocinadores e como embaixador geral da corrida. Ele também é o fundador da Fundação MEB, que financia programas que promovem o condicionamento físico e outras escolhas positivas de estilo de vida para crianças. "Não estou competindo, mas ainda estou mais ocupado do que nunca. As pessoas ainda querem me ver, seja numa corrida de 5 minutos por quilômetro de pace ou em uma palestra.", diz ele.

"Estou honrado de estar nesse pedestal e estou honrado que as pessoas queiram aprender com o que fiz bem e com o que fiz de errado.", diz ele. Uma maneira pela qual ele passou essas lições foi ao escrever seu novo livro, "26 Maratonas: O que aprendi sobre Fé, Identidade, Corrida e Vida na minha Carreira de Maratonista". Keflezighi escreveu o livro com Scott Douglas (que também foi coautor de Keflezighi no best-seller de 2015 do New York Times "Meb para mortais: Como Correr, Pensar e Comer como um Maratonista Campeão").

No livro "Em 26 maratonas", Keflezighi narra suas provas e suas respectivas lições. As corridas são apresentadas cronologicamente, cada uma com seu próprio capítulo, com os grandes tópicos como tema do capítulo. Por exemplo:
  • Olimpíadas 2004: A experiência não é tudo. Acredite em suas habilidades e confie na sua preparação.

  • Nova York 2005: Pequenas vitórias pessoais podem mostrar que coisas ainda maiores são possíveis no futuro.

  • Boston 2010: É melhor estar 90% pronto e chegar à linha de largada do que entrar em pânico ou em overtraining e ser incapaz de começar a prova.

  • Boston 2014: Todos nós temos nosso dia quando tudo encaixa. Se você reconhecer quando isso está acontecendo, pode produzir algo maior que você mesmo.

  • Nova York 2014: A Mãe Natureza e outras forças fora de seu controle sempre serão um fator, mas você não pode deixá-las arruinar sua prova.
Keflezighi escreveu no prefácio do livro: "Espero que este livro inspire você a correr para vencer dentro das suas possibilidades, na corrida e na vida."
Traduzido do site PodiumRunner.com

Fonte: PodiumRunner.com

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