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A falha é apenas um trampolim
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quinta-feira, 22 de outubro de 2020 - 08:56
lorraine mollerNa Maratona Olímpica de 1984, a primeira já realizada para as mulheres, Lorraine Moller (a número 292) terminou em 5º lugar.

Terminar em 5º em suas primeiras Olimpíadas naturalmente criou a expectativa de que quatro anos depois ela conquistaria uma medalha, talvez até uma medalha de ouro. Essa era certamente a expectativa de Lorraine e de todos em sua terra natal, a Nova Zelândia, especialmente considerando sua rica história no atletismo.

Ela treinou muito para os Jogos de 1988. Talvez um pouco duro demais. Ao invés de trabalhar dentro da evolução natural de treinamento e preparo físico que ela vinha tendo para chegar ao nível de classe mundial, ela forçou demais.

O método Lydiard, do qual seu treinamento foi derivado, tem tudo a ver com uma evolução significativa do corpo, mente e alma ano após ano. Lorraine queria tanto isto que ela se desconectou do que tinha de melhor e se esforçou demais. Acho que todos já fizemos isso uma vez ou outra.

Também não ajudou o fato de sua federação de atletismo (na realidade, seu próprio país) estar aplicando nela muita pressão e expectativa, além da já enorme pressão dos Jogos Olímpicos. Tendo treinado atletas nos Jogos Olímpicos, posso dizer por experiência própria que é sempre difícil para os atletas lidar com isso. Olhando para trás agora, ir para os Jogos não era o certo para Moller.

Em 1988, ela chegou em 33º. Ela ficou arrasada. Ela sentiu a decepção de seu país e as repercussões de sua federação por não cumprir a promessa de 1984.

Depois de algum tempo de inatividade, Moller teve que se reequilibrar. Ela teve que revisar o que funcionou e o que não funcionou. Ela precisava recuperar o equilíbrio do treinamento. E foi exatamente isso que ela fez.

Esse reequilíbrio foi especialmente importante porque os próximos Jogos Olímpicos seriam em Barcelona e a maratona incluiria seus três inimigos: calor, umidade e subidas. Entretanto, ela não apenas treinou de forma mais inteligente, com mais do equilíbrio que a levou ao sucesso em 1984, como também pensou de forma mais inteligente.

Reconhecendo que o estresse e a pressão de 1988 desempenharam um grande papel em sua decepcionante prova, ela criou uma solução para os Jogos de 1992: a bolha mágica.

Ela visualizou que vivia dentro de uma bolha mágica, com uma membrana que só deixava entrar positividade. A negatividade simplesmente ricocheteava na bolha e nunca a afetava.

Pressão de sua federação? Ricocheteou imediatamente. Alguém fez um comentário que poderia afetar negativamente sua confiança? Nem mesmo uma preocupação. Nunca entrou na bolha. Toda a negatividade foi simplesmente desviada e apenas o positivo entrou. Você pode se imaginar existindo em um mundo só de positividade, conforme sua grande prova se aproximava?

A bolha mágica fez maravilhas por ela, principalmente no ambiente cheio de pressão dos Jogos Olímpicos. Lorraine alcançou uma calma e paz de espírito como nunca havia alcançado antes. Ela estava calma antes da prova. Ela estava calma durante a prova. Ela não sentiu o calor. Ela não sentiu a umidade. Ela até subiu com fúria a última colina do estádio olímpico.

Ela voou Nas asas de Mercúrio (o título de sua biografia, altamente recomendado) para uma medalha de bronze.

De 33ª em 1988 a 3ª em 1992.

Ela alcançou o pódio olímpico. Ela ficou lá com os braços erguidos em vitória. Não foi apenas uma prova bem disputada, mas uma vitória sobre a tendência que todos temos de sermos tirados do nosso centro.

A experiência de Lorraine em Barcelona ensina algumas lições importantes:

Em primeiro lugar, o fracasso é apenas um trampolim. 1988 foi devastador, mas foi um trampolim para o aprendizado e a medalha de bronze em 1992. Poderia ter havido o sucesso de 1992 sem o fracasso de 1988?

Em segundo lugar, o controle mental é poderoso e está mais sob nosso controle do que geralmente percebemos. Ela criou sua bolha mágica. Ela controlou como ela se envolveu com o mundo ao seu redor. Ela definiu como queria ser e tornou isso uma realidade.

Terceiro, treinar de acordo com seu corpo e mente leva ao melhor sucesso. Forçar o treinamento, sair de sincronia com o ciclo natural de estresse/descanso da mente e do corpo não funciona, pelo menos não por muito tempo. Você deve ouvir seu GPS interno, seu treinador interno. Quando você o força, você sempre quebra. Quando você treina de forma inteligente, fica mais forte e se prepara para o sucesso.

Já ouvi Lorraine contar a história da Maratona Olímpica de 1992 várias vezes. Eu assisti a corrida várias vezes. Eu segurei sua medalha de bronze. Até subi correndo aquela colina até o estádio olímpico de Barcelona. Acho que parte do que torna sua história tão impactante para mim é o fato de ser uma história reconhecida por nós. Você e eu somos Lorraine.

Podemos não estar competindo nos Jogos Olímpicos, mas cada um de nós tem seus próprios "Jogos Olímpicos". Temos nossos objetivos e desafios. Nossas falhas, digo, trampolins. Todos nós os temos.

Em última análise, somos Lorraine. E assim como Lorraine, podemos nos reequilibrar a qualquer momento que quisermos. Podemos usar suas aulas para finalmente conseguir nossa medalha também.

Treine com inteligência, construa sua bolha mágica e vamos fazer acontecer!
Traduzido do site McMillanRunning.com

Fonte: McMillanRunning.com (traduzido por CoelhoDeProgram

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