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Por que todos os corredores deveriam experimentar as trilhas



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018 - 12:07
woman trail runnerEu sou tendenciosa. Corro tanto em ruas quanto em trilhas, mas é nessa última onde meu coração está. Pessoalmente, creio que todos deveriam estar correndo em meio a terra, pedras e raízes. Cientificamente, evidências também sugerem que corredores podem se beneficiar do tempo gasto nas trilhas por três motivos: você se moverá melhor, ficará mais feliz e adoecerá com menos frequência.

A corrida na rua ocorre em uma superfície normalmente plana e inexpressiva. Salvo por algumas rachaduras e pequenas pedras, a corrida na estrada carece de novos estímulos para tornozelos, joelhos, quadris e músculos. A falta de variabilidade é neurologicamente entediante, portanto, ter "variabilidade de movimento" é fundamental. O termo descreve as reações inconscientes e contínuas que um atleta deve ter em um ambiente em mudança. Tem sido chamado de "repetição sem repetição".

Na corrida em trilha, cada batida de pé exige inúmeras reações, tanto grandes quanto pequenas, à medida em que as articulações e os músculos lidam com rochas, raízes e outros elementos do terreno. Tudo a partir dos dedos dos pés, tornozelos, joelhos, quadris e todo o caminho até a coluna está envolvido. Este processo melhora o seu padrão de movimento e suas habilidades de corrida. A variação no movimento e impacto fortalece seus tecidos de forma a ajudá-lo a evitar lesões por excesso de uso.

Mais pesquisas da Universidade de Stanford indicam que andar na natureza, longe de um ambiente urbano, também tem um efeito positivo no humor e pode ajudar a reduzir a depressão. Os pesquisadores colocaram dois grupos de sujeitos caminhando por 90 minutos. Um caminhava no gramado, o outro ao longo de uma estrada de quatro pistas. Ambos os grupos tiveram a frequência cardíaca, respiração e atividade cerebral acompanhadas antes e depois das caminhadas.

A pesquisa mostrou mudanças significativas no cérebro. De acordo com o estudo, "A atividade neural no córtex pré-frontal subgenual, uma região do cérebro ativa durante a 'ruminação' de pensamentos repetitivos focados em emoções negativas diminuiu entre os participantes que andaram na natureza versus aqueles que andaram em um ambiente urbano".

Além dos benefícios ao humor, passar um tempo na natureza fornece uma série de benefícios fisiológicos, de acordo com a pesquisa da Universidade de East Anglia. Achados semelhantes foram relatados em uma revisão de literatura da Faculdade de Ciências Agrárias, do Consumidor e Ambiental da Universidade de Illinois. O estudo analisou mais de 140 estudos envolvendo mais de 290 milhões de pessoas. Os pesquisadores descobriram que o tempo gasto em espaços verdes trazia vários benefícios para a saúde, incluindo redução do risco de diabetes tipo II, doença cardiovascular, morte prematura, parto prematuro e aumento da duração do sono.

Eles descobriram que as pessoas que viviam perto da natureza haviam reduzido a pressão arterial diastólica, a frequência cardíaca e os marcadores fisiológicos de estresse. "Na verdade, uma das coisas realmente interessantes que descobrimos é que a exposição ao espaço verde reduz significativamente os níveis de cortisol salivar das pessoas, um marcador fisiológico de estresse", revelou o estudo.

Pesquisas da Universidade de Illinois encontraram efeitos semelhantes em relação ao tempo gasto na natureza. Embora não estivessem inteiramente certos de como a natureza exerce seus efeitos positivos sobre a saúde, eles descobriram que morar perto de espaços verdes permitia mais oportunidades de exercício e, portanto, expunham indivíduos a compostos orgânicos na vegetação e no solo que melhoravam o sistema imunológico.

"A percepção de que existem tantos caminhos ajuda a explicar não apenas como a natureza promove a saúde, mas também porque a natureza tem efeitos tão amplos e amplos sobre a saúde. A natureza não possui apenas um ou dois ingredientes ativos", escreve Ming Kuo, pesquisadora de meio ambiente e comportamento da Universidade de Illinois. É mais como um multivitamínico que nos fornece todos os tipos de nutrientes de que precisamos.

É assim que a natureza pode nos proteger de todos esses diferentes tipos de doenças: cardiovascular, respiratória, saúde mental, musculoesquelética, etc. Kuo sugere que a exposição à natureza nos ajuda a mudar do modo "lutar ou fugir" para o modo "descansar e digerir". "Quando o corpo está no modo 'lutar ou fugir', ele bloqueia tudo que é imediatamente não essencial, inclusive o sistema imunológico", diz ela.
Traduzido do site Competitor.com

Fonte: Competitor.com (adaptado por Coelho de Programa)

Leia mais sobre: trilha, cérebro, cortisol, corrida

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