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O competidor ou o corredor? Os dois!
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segunda-feira, 13 de julho de 2020 - 08:13
senior runnerOs corredores de longa data se tornam eloquentes ao falarem sobre seu amor ao esporte. Mas é a competição que os corredores de longa data amam tanto? Ou é a alegria de correr em si?

Quando entrevistei mais de 50 corredores de longa data para meu livro, Run Strong, Stay Hungry, descobri que quase universalmente eles amavam tanto o ato de correr quanto a emoção de competir. De fato, muitos disseram que estes eram tão entrelaçados que não era uma questão de preferir um ou outro.

"Corridas e provas são importantes", disse Dave Dunham. "A corrida não é realmente um meio para o fim que são as provas, mas eu amo tanto a competição quanto o treinamento. Eu diria que são ambos".

O grau de paixão por cada lado diferiu em cada corredor e mudou ao longo do tempo. Entretanto, mesmo que esses dois amores pareçam às vezes contraditórios, amar os dois lados da vida de corredor parece ser uma chave importante para a longevidade, talvez porque juntos eles ajudem a manter os corredores focados ao longo dos anos.

Em seu livro After the Last PR, Dave Griffin descreveu com cores vivas essa personalidade dividida:

Dois corredores moram dentro de mim.

O primeiro... é um concorrente feroz, ousado e tenaz. Ele vive por breves momentos gloriosos, como o instante em que as passadas de um competidor começam a desaparecer atrás dele. Suas expectativas são insondáveis. Raramente ele está satisfeito, mesmo quando vence...

O segundo pode percorrer quilômetros sem pensar em velocidade. Ele se desenvolve com o movimento, o ritmo simples que o faz se sentir em casa. Ele busca a paz, não o reconhecimento.

Quando perguntei a Griffin sobre os dois corredores dentro dele, ele disse: "Eu preciso dos dois." Muitos outros concordaram.

Eu sempre notei esses dois corredores em mim, personificados pelos dois personagens principais do clássico filme Chariots of Fire. Eu guardo tanto o fogo de Abrahams, que "os pegará um a um e os derrubará", e a paz suave de Liddell, trotando nas colinas e dizendo que quando corre, sente o prazer de Deus. Esses dois corredores dentro de mim se revezam na liderança. Às vezes o competidor motiva o corredor. Algumas vezes o corredor sustenta o competidor.

O amor de um competidor de longa data pela corrida inclui prazeres exclusivos para cada um desses corredores internos.

Faróis

Estes corredores gostam de competir por várias razões, incluindo a chance de pôr à prova, para si mesmos, com muito esforço, a emoção da competição cabeça-a-cabeça e a satisfação de dominar e conquistar objetivos. Uma razão que interage estreitamente com o amor por simplesmente correr é a maneira pela qual uma prova justifica e motiva o esforço do treinamento. Até os corredores cujo objetivo principal é permanecer em forma o suficiente para se divertir correndo e continuar fazendo isso pela vida toda adoram competir, porque o objetivo os ajuda a manter o esforço.

"Competir é uma coisa engraçada", disse Pete Magill. "Na verdade, não me importo se ganho ou perco ou mesmo se vou bem em uma prova depois que ela termina". O que importa para Magill é o treinamento diário: longões com colegas de assessoria, correr rápido em dias de treino duro, ver o que seu corpo pode fazer.

"As provas dão a você um motivo para se comprometer com o treinamento", disse Magill. "Elas me dão um motivo para correr. Se não estou me preparando para competir, vou achar muito difícil me convencer de que devo sair e fazer repetições longas em subidas ou repetições de 200 m em uma pista".

O engraçado é que ele gosta de todos esses tipos de corridas e de estar o mais em forma possível, o que exige um amplo escopo de treinos. Mas ele acha que precisa das provas para lhe prover o prazo e a motivação.

"Se me inscrevo numa prova, dou a mim mesmo um ponto focal. É como se eu estivesse procurando um farol", ele disse. "Então, as provas servem para mim mais como faróis do que como testes individuais em que eu preciso passar, pelo meu ego ou motivação."

"As provas te põem em linha reta", propôs Colleen De Reuck. "É mais emocionante treinar para atingir algo do que apenas treinar". Ela concorda que a verdadeira recompensa é sair e correr todos os dias, estar em forma o suficiente para desfrutar de uma corrida longa e boa. Mas quando não tem uma prova no calendário, De Reuck acaba pulando um dia, depois outro, e logo descobre que não treina muito há várias semanas.

Uma prova a ajuda a encontrar tempo e a leva para fora de casa. "Isso me dá um impulso extra, em vez de 'posso pular este dia'", disse De Reuck. "Isso me dá uma motivação extra."

Acima de tudo, a corrida

Por mais que eles gostassem de competição, no entanto, descobri que todos os corredores de longa data também adoravam a corrida por si só. Não é um meio para um fim, tem seu próprio significado. É difícil para os competidores separar corrida de prova, mas quando precisam fazê-lo, eles concordam que a corrida ganha.

Joan Benoit Samuelson disse que sempre teve um objetivo e adora competir mesmo agora. Entretanto, quando perguntada se ela corre apenas para competir, ela não precisou pensar muito. "Acho que se alguém me dissesse que eu nunca mais competiria, eu superaria isso muito rápido, mas se alguém me dissesse que eu nunca mais poderia correr novamente, eu não superaria isso muito rápido", disse ela.

"Sou feliz por poder sair pela porta e correr. É ótimo. Ainda gosto de competir, mas isso é a satisfação final do treinamento", disse Bill Rodgers.

Os competidores de longa data listaram as inúmeras razões que você ouve com frequência sobre por que é ótimo ser um corredor. Você pode chamá-las de efeitos colaterais: saúde física e mental, conexões sociais, um meio de transporte único e agradável, a euforia pós-corrida.

Quando eles falaram sobre o que está no centro de seu amor pela corrida, no entanto, tenderam a voltar a um sentimento de ser competente, vivo e hábil, um sentimento de pegar a onda e ser carregado, um sentimento de fluir. Eles falam sobre sair de casa e entrar num longão sem esforço.

"O que é realmente divertido agora é apenas poder correr e sentir que estou correndo com facilidade e sem problemas, e a distância não importa", disse Judd Esty-Kendall.

"Há um sentimento de euforia. Se posso correr 16 quilômetros ao redor do lago, sinto-me como uma rainha por um dia", disse Margaret Jones.

"O melhor é pegar uma estrada rural e seguir em frente. E ir até onde eu quiser correr naquele dia", disse Roxi Erickson.

Repetidas vezes, os competidores de longa data apontaram com entusiasmo esse estado, essa capacidade de sair e mergulhar em uma corrida, como o centro de seu caso de amor com o esporte. Não é treinamento para outra coisa. Não precisa de justificativa ou recompensa. É a razão.

O lendário técnico Arthur Lydiard se referiu a isto como um "estado incansável". Os corredores atingem esse estado quando têm "resistência suficiente para manter sua velocidade natural em qualquer distância que estejam correndo". Quando alcançado, ele produz as características do fluxo: a percepção de tempo diminui ou para, você se sente no controle, mesmo quando perde o fardo da autoconsciência. Você se torna a corrida.

Não é tão místico quanto parece. É simplesmente o resultado da habilidade encontrando um desafio apropriado. Para atingir esse estado, são necessários quilômetros consistentes, os treinos de variação de velocidade e mais algumas horas de treinamento suplementar. As provas ajudam você a se manter focado e nos trilhos, e elas têm seus próprios prazeres e benefícios, com certeza. Mas essa capacidade de correr só por correr, sem esforço, é para onde as pessoas voltam ao final e o que faz tudo valer a pena.
Traduzido do site PodiumRunner.com

Fonte: PodiumRunner.com (traduzido por CoelhoDePrograma)

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