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O que cachorros têm a nos ensinar sobre corrida?
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quinta-feira, 27 de agosto de 2020 - 08:03
running with dogNa última década, tive o privilégio de correr com um bando quase todos os dias. Aliás, uma matilha: três filhotes adotados, com quem dividimos nossa casa rural.

Eles podem ser os cães mais sortudos do mundo, livres para correr sem coleira comigo pelas trilhas e estradas de terra das altas planícies. Quando não estão perseguindo coelhos ou faisões, geralmente seguem um padrão: um na frente de patrulha, o segundo um pouco atrás do bando, pastoreando, e um tão próximo a mim que posso estender a mão e tocar sua cabeça.

Eu também tenho sorte. Tenho um grupo de parceiros de treinamento ansiosos para sair a qualquer hora, qualquer dia. Eles literalmente giram em círculos quando veem que estou preparado para correr. Eles nunca deixam de me lembrar que correr é um privilégio e uma alegria. Eles me ensinaram que correr não é apenas agradável, mas necessário todos os dias, ou o mais perto que pudermos chegar disso, e que, sem isso, todos ficamos um pouco exaustos e loucos.

Outra lição que aprendi com esta turma é que velocidade e distância são irrelevantes: o importante é sair, mover-se, explorar, ver, respirar. É verdade que eles não se preparam para provas, não estabelecem ou atingem metas nem têm a satisfação do progresso ou de ser mestre num assunto. Esses são prazeres exclusivamente humanos, que considero partes essenciais da corrida em minha vida.

Entretanto, passar um tempo com meus cães tem sido instrutivo, porque sua falta de motivação extrínseca não dilui de forma alguma sua alegria pura e irrestrita de poder correr. Cada corrida é apreciada por si mesma. Não é um meio para alcançar outro fim, nem um passo em direção a qualquer objetivo. Eles não precisam de nenhuma longa história para motivação. Eles simplesmente querem e gostam de correr.

Eles também não trazem ego ou expectativas para a tarefa. Eles ficam felizes correndo em qualquer ritmo que eu esteja indo, seja aquele de 5 km ou fazendo uma pausa para caminhar, e parecem igualmente entusiasmados se corremos 16 ou 3 km, embora eles façam um breve lobby para ir mais longe toda vez que eu me viro para voltar para casa.

Com as provas canceladas este ano e uma lesão no joelho me impedindo de ir muito longe ou muito rápido, estou aprendendo com eles a valorizar o cheiro da umidade da brisa matinal, as cores das flores silvestres ao longo da trilha e a majestade das nuvens subindo no Leste tanto quanto valorizo o que os números no meu relógio me dizem sobre minha forma física. Na verdade, os cães não se importam muito com as flores ou com a brisa, mas cheiram, veem e sentem muito ao longo de nossas corridas, todos os dias como se fosse a primeira vez. E quando eu também começo a prestar atenção no mundo fora da minha cabeça, estou descobrindo que corridas podem ter medidas muito melhores do que extensão ou ritmo.

Uma coisa que nunca esperei aprender com eles é como ajustar o treinamento pela percepção. Eles são particularmente sensíveis ao lidar com o calor. Embora qualquer um deles possa me ultrapassar a qualquer momento que desejar, assim que as temperaturas sobem, eles diminuem. Eles não esperam até estarem em apuros e precisarem diminuir o ritmo. Eles não tentam mantê-lo até caírem de costas. Eles simplesmente estabelecem um novo ritmo e trotam alegremente, balançando a cauda quando paramos para beber e (para eles) nadar em um lago ou tanque de água.

Nós, humanos, parecemos ter perdido esse instinto. Deixamos de ouvir as pistas que nos dizem que estamos nos esforçando muito para manter nosso ritmo normal. Ou nos recusamos a aceitar as mensagens e seguimos em frente de qualquer maneira, inevitavelmente pagando por isso com uma "quebrada" espetacular. Felizmente, temos a capacidade de estudar o corpo mesmo que não o escutamos mais e os cientistas aprenderam o quanto as pessoas desaceleram à medida que a temperatura aumenta. Aplicar essa pesquisa pode nos ajudar a ter um ritmo adequado e avaliar nossas corridas.

Talvez o caminho para aprender a adaptar nosso treinamento venha dessa última parte: avaliar a corrida. Meus parceiros de treino são livres para ajustar seu ritmo porque eles nunca consideram se correram bem ou mal, se foi uma corrida boa ou ruim. Eles não se preocupam com o que os outros pensam deles ou como os outros podem avaliar sua corrida.

Para eles, toda corrida é uma grande corrida. A única pergunta é: "Podemos ir de novo? Em breve?" E eu, mesmo velho, um pouco manco e muito perdido este ano, sou o sortudo que consegue realizar esse desejo e compartilhar essa alegria.
Traduzido do site PodiumRunner.com

Fonte: PodiumRunner.com (traduzido por CoelhoDePrograma)

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