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segunda-feira, 1 de julho de 2019 - 08:52
woman trail runnerO plano de treinamento de um corredor de longa distância é como uma antiga receita de família - algo a ser recriado com a máxima fidelidade possível, com pouco espaço para substituições ou experimentações. Seja uma tradição nascida do sucesso de corridas do passado ou apenas hábito, pedir um corredor de longa distância para renovar o que eles estão fazendo pode parecer uma blasfêmia como acrescentar wasabi ao purê de batata da vovó.

Mas Jeff Stiles, treinador-chefe de cross country e trilha da Universidade de Washington em St. Louis, diz que arriscar em seu treinamento, mesmo que leve ao fracasso, é importante para o sucesso a longo prazo. "Se ficarmos em nossa caixa o tempo todo e sem vontade de tentar coisas novas, então nos perderemos a chance de nos tornarmos um treinador melhor ou um atleta melhor", diz Stiles.

Pete Rea, o treinador da equipe profissional da ZAP Fitness na Carolina do Norte, concorda que a mudança é uma parte necessária de uma longa carreira. Ele diz que com o tempo, todo corredor atingirá platôs e precisará mudar sua abordagem para continuar melhorando.

Stiles diz que também é importante lembrar que o treinamento que você faz muda você como corredor. Como você continua evoluindo e se adaptando ao longo de sua carreira, mesmo um sólido plano de treinamento não pode simplesmente ser repetido ano após ano com a expectativa de resultados semelhantes. "A receita não permanece a mesma todos os anos. Vai ficar obsoleta e você tem que experimentar alguns ingredientes novos", diz ele.

Embora mudar seu plano de treinamento possa ser difícil, adicionar um pouco de tempero pode ser exatamente do que você precisa para criar uma nova receita favorita.

Aqui estão alguns exemplos de corredores e treinadores que testaram deixar a abordagem "testada e comprovada" e viram melhores resultados nisso:

Descanse nos dias fáceis

Treinador: Tim Broe, atleta olímpico dos 5 k e treinador principal do Saucony Freedom Track Club

Tim Broe venceu vários títulos americanos de atletismo e 5 k durante sua carreira competitiva, e raramente existia um dia "fácil".

"Eu tinha uma opinião muito forte de que o ritmo dos dias fáceis precisava ser de 03:45/km. Não importa o quão bem ou mal você se sentiu, o quão difícil a semana foi ou o quão duro foi o treino do dia anterior". Broe diz que essa abordagem veio da crença de que era bom estar sempre um pouco desconfortável em seu treinamento.

Depois que começou a treinar outros corredores de elite, a visão de Broe começou a mudar. Com o tempo, ele percebeu que poucos atletas conseguem lidar com a intensidade constante sem se lesionar ou piorarem a sua performance. Mais do que isso, porém, Broe diz que agora acredita que correr forte o tempo todo não vai fazer você mais apto ou mais rápido. "Não há muito benefício para o treinamento de se forçar todos os dias", diz ele.

Broe ainda não acredita em correr muito devagar. Ele diz que o deslocamento vertical dificulta seu corpo. Entretanto, ele encoraja seus corredores a começarem mais facilmente em seus dias fáceis e a ouvirem seus corpos. "Os caras vão começar em 04:00 a 04:15 e se eles se sentirem moídos, ficarão na faixa de 03:50 a 03:55", diz ele. Eles têm a liberdade de chegar ao ritmo de 03:45, se estiverem se sentindo bem, de acordo com Broe, mas o foco está em ficar em sintonia com o seu corpo, em vez de se cansar apenas para sentir o treino "duro".

Nota: Não se impressione com o ritmo em que esses atletas correm. Transfira a lição ao seu ritmo. Por exemplo, se 05:00 por quilômetro for uma corrida sólida e moderada para você, comece com 05:23 a 05:36 por quilômetro e deixe o ritmo progredir conforme você se sentir confortável.

Diminua perto da prova com moderação

O treinador: Jeff Stiles, chefe de Cross Country e treinador de pista, Universidade de Washington em St. Louis
As equipes femininas de Stiles conquistaram o Campeonato Nacional da Divisão III em pistas de cross country, indoor e outdoor. Entretanto, para ter esse nível de sucesso, ele teve que mudar a forma como aborda a temporada de competições.

Quando Stiles começou a ser treinador, disse que acreditava em reduzir drasticamente a quilometragem no final da temporada, em grande parte porque isso funcionava para ele como corredor na faculdade. Ao implementar essa abordagem em sua primeira temporada de cross country em Washu, Stiles disse: "As equipes correram muito, muito mal no Campeonato Regional". Stiles foi forçado a reexaminar sua abordagem.

"Tentei, falhei, alterei a abordagem e agora acredito no oposto: que você precisa tomar cuidado para não perder muito a quilometragem", diz Stiles. Ele agora só faz pequenos ajustes de volume para seus corredores antes da temporada do campeonato.

Ao longo de sua carreira, Stiles diz que são os fracassos que foram as melhores experiências de aprendizado. "Obviamente você quer que as coisas funcionem. Mas as coisas que sinto mais fortemente são as que falharam. Então você pode dizer: 'como regra geral, nunca mais quero fazer isso de novo'", diz ele.

Aceite mudanças de planos no treinamento

Atleta: Laurie Knowles, integrante da equipe Elite do Atlanta Track Club e quatro vezes qualificada para maratonas olímpicas
Laurie Knowles teve sucesso consistente na maratona durante um longo período de tempo, qualificando-se para quatro provas olímpicas consecutivas e correndo 2:37:50 no ano passado, aos 41 anos. Mas para sustentar esse sucesso, Knowles teve que mudar como ela abordou seu treinamento ao longo do tempo.

No início de sua carreira, Knowles diz que definiria um plano de treinamento e o seguiria com dedicação, creditando seu sucesso a ser capaz de manter o plano, não importa o que aconteça. "Agora mudei totalmente de ideia sobre isso", diz Knowles.

Em vez disso, Knowles diz que pensa em seu plano como "um roteiro para onde eu gostaria de chegar, mas entendendo que os desvios frequentemente acontecem e às vezes o lugar para onde pensamos que estamos indo não é onde acabamos".

Essa abordagem foi usada no ano passado, quando ela teve que desistir dos planos de fazer uma maratona em dezembro por causa de uma mudança no planejamento familiar. Sabendo que estaria ligeiramente destreinada, ela decidiu antecipar para a Indianapolis Monumental Marathon no início de novembro, em vez de forçar para fazer a corrida de dezembro acontecer.

"Há 15 anos eu ainda teria feito a corrida de dezembro, já que abordei os treinamentos de forma tão diferente. Agora, vejo a corrida como algo que eu amo fazer, mas algo que tem que caber em torno do resto da minha vida e, portanto, ajustes podem ser feitos.", diz Knowles.

A vontade de Knowles de ser flexível com o plano de treinamento valeu a pena com um novo recorde em Indianápolis. "A corrida acabou indo muito bem e então pude me concentrar no que importava com a minha família em dezembro. Uma vitória completa!", diz Knowles.

Valorize outras atividades que não a corrida

O treinador: Pete Rea, treinador principal da ZAP Fitness
Rea diz que, como um jovem treinador, ele era um discípulo convicto de Lydiard, que não via o benefício de incluir atividades que não a corrida em um plano de treinamento. Ele diz: "Eu via o deep running ou o elíptico como um bom exercício auxiliar, mas acreditava que a única maneira de realmente me tornar um melhor corredor era correr mais".

Essa visão começou a mudar quando ele começou a treinar Brendan O'Keefe, um corredor talentoso que também era propenso a lesões. Rea diz que O'Keefe não conseguiu atingir seu potencial porque as lesões constantes estavam impedindo-o.

Depois de um ano de lesões frequentes, Rea diz, "O'Keefe me propôs uma transformação radical do plano de treinamento." Eles decidiram que um longão, um treino de velocidade e um treino limiar seriam as únicas corridas em sua semana de treinamento e eles complementariam com seis a sete horas por semana de outras atividades que não a corrida.

Nos 3 anos seguintes, O'Keefe conseguiu se manter saudável, diminuiu seu tempo nos 1.500 metros em oito segundos e se classificou para as seletivas Olímpicas dos EUA.

Essa experiência levou Rea a repensar sua abordagem em geral com seus atletas. "Ainda acredito que nada substitui a corrida, mas todo mundo tem seu próprio nível de durabilidade", diz ele. Agora, Rea incorpora outras atividades em diferentes níveis para todos os atletas, dependendo do que eles são capazes de lidar em volume de corrida.
Traduzido do site PodiumRunner.com

Fonte: PodiumRunner.com (traduzido por CoelhoDePrograma)

Leia mais sobre: treino, ritmo, platô

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